quinta-feira, 21 de julho de 2016

Veja a seguir, As Nove Pequenas Coisas que os Pais, Avós, Professores e outros parentes dispostos a ajudar, podem fazer para auxiliar uma Criança a se alfabetizar, e depois, a tomar gosto pela leitura.


1. Leia em Voz Alta para seu filho diariamente. Do nascimento até os seis meses, ele provavelmente não vai entender nada do que você está lendo, mas não se preocupe com isso. A ideia é que ele fique familiarizado com o som de sua voz e se acostume a ver e a tocar em Livros.
2. Para começar use Livros Ilustrados e sem textos ou com poucas palavras. Aponte para as cores e figuras e diga seus nomes. Livros simples podem ensinar para criança coisas que mais tarde irão ajudá-la no desenvolvimento da leitura.
Por exemplo, ela aprenderá sobre a estrutura da linguagem, isto é, que existem espaços entre as palavras, e que a escrita vai da esquerda para a direita.
3. Conte Histórias. Encoraje sua criança a fazer perguntas e a falar sobre a história que acabou de ouvir. Pergunte-lhe se pode adivinhar o que vai acontecer em seguida com os personagens ou situações da trama, conforme for contando a história. Aponte para as coisas no livro que ela seja capaz associar com o seu dia a dia."Veja este desenho do avião. Você lembra do avião que vimos outro dia?"
4. Procure por Programas de Leitura. Se você não for um bom leitor, programas voluntários ou governamentais, na sua comunidade ou cidade, voltados para o desenvolvimento da leitura, lhe darão a oportunidade de melhorar sua própria leitura ou então ler para seu filho. Amigos e parentes podem também ler para seu filho, e também pessoas voluntárias que na maioria dos centros comunitários ou outras instituições estão disponíveis e gostam de fazer isso.
5. Compre um Dicionário Infantil. Procure por um que tenha figuras ao lado das palavras. Então comece a desenvolver o hábito de, brincando com a criança, provocá-la dizendo frases tais como:"Vamos descobrir o que isto significa?"
6. Faça com que Materiais de Escrever, tais como, lápis, giz de cera, lápis coloridos, canetas, etc, estejam sempre disponíveis e a vista de todos.
7. Procure assistir programas Educativos na TV e Vídeo. Programas infantis onde a criança possa se divertir, aprender o alfabeto e os sons de cada letra.
8. Visite com frequencia uma Biblioteca. Comece fazendo visitas semanais à biblioteca ou livraria quando seu filho for ainda muito pequeno. Se possível cuide para que ele tenha seu próprio cartão de acesso e empréstimo de livros. Muitas bibliotecas permitem que a criança tenha seu próprio cartão personalizado com seu nome impresso, exigindo apenas que um adulto seja o responsável e assine por ela.
9. Leia você mesmo. O que você faz serve de exemplo para o seu filho.
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Ficha Esquema




A Ficha esquema é um instrumento fantástico no auxilio do processo de alfabetização. É baseada no método Paulo Freire de palavras geradoras, dentro de um contexto, do universo da criança.


O QUE É FILOSOFIA



A filosofia trata da realidade não a partir de recortes, mas do ponto de vista da totalidade. A visão da filosofia é de conjunto, de entendimento do problema, não de modo parcial mas relacionando cada aspecto observado outros do contexto em que está inserido (CUNHA,1992).

A Filosofia não faz juízos de realidade, como a ciência, mas juízos de valor. Isto significa que filosofar é ir além do que é, é buscar entender como deveria ser, julgar o valor da ação, ir em busca do significado. Filosofia propriamente surge quando um pensar torna-se objeto de uma reflexão (CUNHA,1992). Podemos então conceituar a filosofia como uma reflexão sobre os problemas que a realidade apresenta:

“a filosofia não é, de modo algum, uma simples abstração independente da vida. Ao contrário ela é a própria manifestação humana e sua mais alta expressão(...) A filosofia traduz o sentir, o pensar e o agir do homem. Evidentemente, o homem não se alimenta da filosofia, mas sem dúvida nenhuma, com a ajuda da filosofia” (BRANGATTI,1993)

Este ramo do conhecimento que pode ser caracterizado de três modos: seja pelos conteúdos ou temas tratados, seja pela função que exerce na cultura, seja pela forma como trata tais temas. Com relação aos conteúdos, contemporaneamente, a Filosofia trata de conceitos como o bem, beleza, justiça, verdade. Mas, nem sempre a Filosofia tratou de temas selecionados, como os indicados acima. Inicialmente, na Grécia, a Filosofia tratava de todosos temas, já que até o séc. XIX não havia uma separação entre ciência e filosofia, incorporava todo o saber. No entanto, a Filosofia inaugurou um modo novo de tratamento dos temas a que passa a se dedicar, determinando uma mudança na forma de conhecimento do mundo até então vigente (ARANHA,1996).

A filosofia em sua trajetória histórica procura resposta as questões percebidas e a cada época são respondidas a partir de diferentes reflexões que constituem correntes ou escolas de pensamentos. Platão (427-347a.C) e Aristóteles (384-322 a.C) deram à filosofia uma de suas melhores definições. Eles viram a filosofia como um discurso admirado e espantado com o mundo. A filosofia faz, na concepção tradicional que aparece em Platão e Aristóteles, ou seja , põe certas perguntas que nos obrigam a olhar o banal como não mais banal.

A filosofia, então, é o vocabulário com o qual desbanalizamos o banal. Tudo com o qual estamos acostumados torna-se motivo para uma suspeita, tudo que é corriqueiro fica sob o crivo de uma sentença indignada, e então deixamos de nos aceitar como acostumados com as coisas que até então estávamos acostumados. A maioria das definições de filosofia são razoavelmente controversas, em particular quando são interessantes ou profundas. Esta situação deve-se em parte ao fato de a filosofia ter alterado de forma radical o seu âmbito no decurso da história e de muitas das investigações nela originalmente incluídas terem sido mais tarde excluídas (ARANHA, 1996).

Uma definição é que a filosofia consiste em pensar sobre o pensamento. Isto permite-nos sublinhar o caráter de segunda ordem da disciplina e tratá-la como uma reflexão sobre gêneros particulares de pensamento — formação de crenças e de conhecimento — sobre o mundo ou porções significativas do mundo (ARANHA,1996). Uma definição mais pormenorizada, mas ainda assim incontroversa e abrangente, é que a filosofia consiste em pensar racional e criticamente, de modo mais ou menos sistemático sobre a natureza do mundo em geral (metafísica ou teoria da existência), a justificação de crenças (epistemologia ou teoria do conhecimento), e a conduta de vida a adaptar (ética ou teoria dos valores). Cada um dos três elementos listados possui uma contraparte não filosófica, da qual se distingue pelo seu modo de proceder explicitamente racional e crítico e pela sua natureza sistemática. Todos nós temos uma concepção geral sobre a natureza do mundo em que vivemos e do lugar que nele ocupamos. A metafísica interroga-se sobre os pressupostos que sustentam acriticamente estas concepções recorrendo a um conjunto organizado de crenças (ARANHA, 1996).

Conforme Chauí (1985),”ocasionalmente, duvidamos e questionamos crenças, não só as nossas como as alheias, e fazemos com mais ou menos sucesso sem possuirmos uma teoria acerca do que fazemos”. Também orientamos as ações com vista a objetivos e fins que valorizamos. A ética, ou filosofia moral, no sentido mais inclusivo, pretende articular, de uma forma racional e sistemática, as regras ou princípios subjacentes. (Na prática, a ética tem-se restringido aos aspectos morais da conduta e, em geral, tem tendência para ignorar a maioria das ações que praticamos em virtude de critérios de eficiência ou prudência, como se fossem demasiado básicos para justificarem um exame racional).

Os primeiros filósofos reconhecidos, os pré-socráticos, eram sobretudo metafísicos preocupados em estabelecer as características essenciais da natureza no seu todo. Platão e Aristóteles escreveram penetrantemente sobre metafísica e ética; Platão sobre o conhecimento; Aristóteles sobre lógica (dedutiva), a técnica mais rigorosa para justificar crenças; estabeleceu as suas regras de uma forma sistemática e manteve intacta a sua autoridade durante mais de 2000 anos.

Na Idade Média, ao serviço do cristianismo, a filosofia apoiou-se primeiramente na metafísica de Platão, e em seguida na de Aristóteles, com o propósito de defender crenças religiosas. No Renascimento, a liberdade de especulação metafísica ressurgiu; na sua fase tardia, com Bacon e, de um modo mais influente com Descartes e Locke, dirigiu-se para a epistemologia com o objetivo de ratificar e, tanto quanto possível, acomodar a religião e os novos desenvolvimentos das ciências naturais ( CUNHA,1992).

Boa parte da filosofia volta-se mais para o modo pelo qual conhecemos as coisas do que propriamente para as coisas que conhecemos, sendo essa uma segunda razão pela qual a filosofia parece carecer de conteúdo. No entanto, discussões a respeito de um critério definitivo de verdade podem determinar, na medida em que recomendam a aplicação de um dado critério, quais as proposições que na prática deliberamos serem verdadeiras. As discussões filosóficas da teoria do conhecimento têm exercido, ainda que de modo indireto, importante efeito sobre as ciências (CUNHA,1992).

Diferentes partes da filosofia, e diferentes elementos que compõem nossa visão de mundo, deveriam integrar-se. Sendo assim, conceitos à primeira vista muito distanciados podem vir a afetar de modo vital outros conceitos que envolvem mais de perto a vida diária. A filosofia merece ser valorizada por si própria, e não por seus efeitos indiretos de ordem prática. E a melhor maneira de assegurarmos esses bons efeitos práticos é nos dedicarmos em encontrar a verdade, buscando-la desinteressadamente.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Distúrbio do déficit de atenção sem hiperatividade

As características marcantes desse tipo de transtorno são a facilidade de distração com devaneios frequentes (imaginação "viajante") (são conhecidos como distraídos e vivem imaginando coisas), desorganização, procrastinação, esquecimento e letargia/fadiga. Ao contrário do que ocorre nos outros subtipos, não são comuns traços de hiperatividade. O ADHD-I geralmente é diagnosticado muito mais tardiamente que os outros subtipos de ADHD, provavavelmente porque a falta de sintomas de hiperatividade torna a doença mais discreta. Os sintomas não precisam estar presentes o tempo todo, um dos motivos pelos quais alguns profissionais preferem o termo "inconsistência de atenção" ao invés de "déficit de atenção".

Pais e professores podem interpretar erroneamente as causas das atitudes e comportamentos de uma criança com TDAH-I e, talvez, fazerem frequentemente repreensões inadequadas, como: "você é irresponsável", "você é desorganizado", "você não se esforça", etc. Algumas crianças acabam entendendo que são diferentes de alguma forma, mas, infelizmente, isso não impede que elas aceitem as críticas indevidas, criando uma auto-imagem negativa e, pior ainda, auto-alimentada.

Frequentemente, a ausência de tratamento e diagnóstico faz com que a desatenção, frustrações e baixa auto-estima criem uma série de problemas de relacionamento pessoal, além de problemas de desempenho no ensino superior ou no trabalho (aliados aos problemas de relacionamento, também nesses ambientes).Esse quadro, principalmente considerando-se a baixa auto-estima e as frustrações, acaba levando frequentemente a outros distúrbios (como os de humor ou de ansiedade) e ao uso de drogas.

Alguns especialistas, como o Dr. Russell Barkley, argumentam que TDA-PD (PD = predominantemente desatento) é tão diferente do TDAH tradicional que deveria ser considerada uma desordem distinta. Dr. Russel cita alguns sintomas comuns entre pacientes com TDA-PD — particularmente a quase ausência de desordens de conduta e comportamentos de alto risco — e respostas bastante diferentes a medicamentos estimulantes.

Critérios do DSM-IV[editar | editar código-fonte]
O DSM-IV permite o diagnóstico do subtipo predominantemente desatento se o indivíduo apresentar seis ou mais dos seguintes sintomas de desatenção por pelo menos seis meses (chegando ao ponto de ser prejudicial ao seu desenvolvimento):

Frequentemente não dá a atenção devida a detalhes ou comete erros típicos de descuido na escola, no trabalho ou em outras atividades.
Frequentemente tem problemas em manter a atenção em tarefas ou atividades recreativas.
Frequentemente parece não dar ouvidos quando lhe dirigem a palavra.
Frequentemente não segue instruções e falha em concluir tarefas escolares, pequenas tarefas ou obrigações no trabalho (não devido a oposição ou não compreensão das instruções).
Frequentemente tem problemas organizando atividades.
Frequentemente evita, não gosta ou não quer fazer coisas que exigem tempo e esforço mental.
Frequentemente perde coisas necessárias para as tarefas e atividades (ferramentas, brinquedos, canetas, livros, etc).
Frequentemente se distrai.
Frequentemente esquece atividades do dia-a-dia.
Frequentemente esquece senhas, informações pessoais

Um requisito ao diagnóstico de TDA-PI é que os sintomas prejudiciais precisam estar ou ter estado presentes antes dos sete anos de idade e serem observados em pelo menos dois campos distintos da vida do indivíduo (casa e escola ou casa e trabalho, por exemplo). Há, ainda, evidências clínicas de prejuízo no convívio social e no desempenho acadêmico e ocupacional. Observa-se, ainda, que esses sintomas não devem ocorrer exclusivamente durante outras desordens (como esquizofrenia) e não devem ser melhor enquadrados por outros distúrbios (de humor, de ansiedade, de desassociação, de personalidade, etc).

Exemplos de sintomas observados
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Crianças


Falha ao prestar atenção a detalhes, bem como erros provenientes de descuido ao fazer tarefas escolares ou outras atividades.
Problemas para manter a atenção centrada durante tarefas ou brincadeiras
Aparentar não ouvir quando lhe dirigem a palavra
Falha em seguir instruções ou terminar tarefas
Evita tarefas que requerem grande esforço mental e organização, como projetos escolares
Perda frequente de itens necessários para facilitar tarefas ou atividades
Distrai-se com excessiva facilidade
Frequentemente esquece-se das coisas
Adia tarefas e tem dificuldade em iniciá-las
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Adultos

Frequentemente comete erros característicos de descuido quando trabalhando em projetos que não são do seu interesse ou são difíceis
Dificuldade em manter a atenção centrada no trabalho.
Dificuldade em concentrar-se em conversações.
Dificuldade em terminar projetos já iniciados.
Dificuldade em organizar-se de forma a concluir as tarefas
Evita ou adia o início de projetos que requerem esforço mental
Frequentemente guarda em locais inapropriados ou perde coisas em casa ou no trabalho
Facilmente distrai-se devido a outras atividades ou ruídos
Dificuldade em lembrar de compromissos ou obrigações

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Referências
Ir para cima ↑ What we know National Resource Center on AD/HD
Ir para cima ↑ WHO adult AD/HD inattentive symptoms [1] National Resource Center on ADHD

TDAH

O TDAH é um dos transtornos neuropsiquiátricos mais conhecidos na infância. Devido à baixa concentração de dopamina e/ou noradrenalina em regiões sinápticas do lobo frontal, leva o indivíduo a uma tríade sintomatológica de falta de atenção, hiperatividade e impulsividade, ocasionando sérias dificuldades para o processo de aprendizagem. Falta de atenção, para o caso da criança portadora de TDAH significa excesso de mobilidade na atenção, ou seja, hipermobilidade, que é quando o indivíduo não consegue manter, por algum tempo, sua atenção em um mesmo objeto, em um mesmo foco. É a atenção espontânea que predomina. Hiperatividade significa um aumento da atividade motora, deixando a mesma quase constantemente em movimento. As definições da palavra impulsividade – força que impele estímulo, abalo, ímpeto, impulsão – ajudam a compreender a maneira pela qual o indivíduo portador do TDAH reage diante do mundo. Pequenas coisas podem despertar-lhes grandes emoções e a força dessas emoções gera o combustível de suas ações. Estudos cada vez mais aprofundados e específicos sobre o TDAH desvendam novas técnicas de enfrentamento para esta problemática, novos recursos psicoterapêuticos e medicamentosos, com a finalidade de que haja uma diminuição da interferência que os sintomas do TDAH causam na vida da pessoa, fazendo com que esta consiga aumentar a concentração e controlar a hiperatividade e a impulsividade. Recursos estes se tornam especialmente necessários para as crianças do período pré-escolar e ensino fundamental, onde a desatenção e a impulsividade comprometem além do processo de aprendizagem, os relacionamentos e a autoestima. A falta de informação, conhecimento e compreensão que envolve o processo escolar são grandes obstáculos que a criança enfrenta neste período juntamente com as características do transtorno, fazendo com que professores colegas e pais considerem o comportamento desta criança como sendo rebelde e desinteressado, tendo para com ela um tratamento preconceituoso. Alguns aspectos são importantes que sejam avaliados a fim de que não sejam cometidos enganos no diagnóstico de TDAH, sendo eles: - Avaliar a frequência e a intensidade que estes sintomas aparecem, a duração dos mesmos e a interferência que eles causam na vida, ou seja, se acarreta ou não prejuízo no funcionamento da pessoa. - Avaliar se os sintomas existem desde a infância ou início da adolescência. - Avaliar se os sintomas não estão sendo provocados por nenhum outro transtorno conhecido. Somente após esta cuidadosa análise, é que se pode caracterizar o transtorno, afinal, toda pessoa pode apresentar um ou mais comportamentos similares aos sintomas do TDAH em algum momento da vida, sem necessariamente apresentar um diagnóstico patológico. Para os indivíduos em que predomina a hiperatividade, uma característica importante que vale ser ressaltada é que estes, inconscientemente, buscam conflitos como uma maneira de ativar seu próprio córtex pré-frontal. Não planejam fazer isso, negam que fazem, e ainda assim fazem. Isso ajuda a aumentar a atividade de seus lobos frontais e a se sentirem mais estimuladas. Embora não seja um fenômeno consciente, parece que ficam viciadas em confusão. A hiperatividade se manifesta com movimentos frequentes, a criança bate com os pés, mexe as mãos, não pára quieta, corre o tempo todo. Nos portadores de TDAH predominantemente desatentos, parece que quanto mais a pessoa tenta se concentrar, pior para ela. A atividade no córtex pré-frontal se desliga ao invés de ligar. Quando um pai, um professor, um chefe, põe pressão na pessoa que tem déficit de atenção, ela se torna menos eficiente, fazendo com que o supervisor interprete isso como decréscimo no seu desempenho ou má conduta proposital. O que acontece é que todos nós funcionamos melhor com elogios, mais intenso então, é quem possui essa patologia. É adequado trabalhar com essas pessoas com estímulo e ambientes que sejam altamente interessantes e tranquilos, para que se tornem mais produtivas. O mais incrível é que essas pessoas frequentemente conseguem prestar atenção em coisas bonitas, novas, interessantes ou assustadoras, que oferecem estimulação e ativam o córtex pré-frontal, conseguindo se focalizar e concentrar. A desatenção pode acontecer em situações escolares, profissionais ou sociais. Frequentemente dá-se a impressão de que a mente está em outro lugar ou que não escutou o que foi dito. Há uma dificuldade em completar tarefas, compreender instruções, organizar atividades. Seus objetos são desorganizados e com frequência são perdidos, desleixados, danificados. Os portadores de TDAH distraem-se com qualquer ruído, esquecem coisas das atividades diárias, esquecem compromissos marcados, não prestam atenção no que os outros dizem. Nos portadores de TDAH predominantemente impulsivos, a mente funciona como um receptor de alta sensibilidade, que, ao captar um pequeno sinal, reage automaticamente sem avaliar as características do objeto gerador do sinal captado. A impulsividade se manifesta como impaciência, responder precipitadamente antes do término das perguntas, dificuldade de aguardar a sua vez para falar, interromper ou intrometer nos assuntos alheios, causando muitas dificuldades nos contextos sociais, escolares ou profissionais. A dificuldade escolar é uma queixa frequente de pais e professores de crianças com TDAH. É por este motivo que os pais normalmente recorrem com veemência a neuropediatras, psicólogos e psicopedagogos. De acordo com dados estatísticos, a dificuldade escolar está entre as sete queixas mais frequentes. Para o SAEB, (Sistema Nacional da Educação Básica), o desempenho escolar depende de diferentes fatores: características da escola (físicas, pedagógicas, qualificação do professor), da família (nível de escolaridade dos pais, presença dos pais, interação dos pais com escola e deveres) e do próprio indivíduo (saúde mental, visual, auditiva, nutricional, etc). Somado a esses e outros fatores, tem-se discutido muito o problema das crianças portadoras de TDAH, considerando que sua atividade motora e mental é inadequada, excessiva e muitas vezes denominada erroneamente, como agitação ou inquietação por vontade própria. Os pais que ainda não perceberam ou não aceitaram que o filho possui o transtorno de hiperatividade e/ou déficit de atenção, ao ingressar o filho na escola, sentirão a necessidade de se interar dessa problemática, mais precisamente na fase de alfabetização e daí para frente. Ou porque a conduta “arteira” não é bem vinda, ou porque as notas não vão muito bem. A prevalência do déficit de atenção e hiperatividade está entre 3% e 5% em crianças em idade escolar e costuma ser mais comum em meninos do que em meninas. É considerada uma das patologias psiquiátricas mais freqüentes nesse grupo etário, devendo ser assistida por profissionais experientes nas áreas de neuropediatria, psiquiatria ou interdisciplinares. As crianças com TDAH apresentam maior dificuldade para aprendizagem e problemas de desempenho em testes e funcionamento cognitivo em relação aos seus colegas, principalmente por dificuldades nas suas habilidades organizacionais, capacidades de linguagem expressiva e/ou controle motor fino ou grosso. O funcionamento intelectual dessas crianças não difere das outras, o transtorno parece não afetar as capacidades cognitivas gerais, o TDAH não está relacionado à falta de capacidade, mas a um déficit de desempenho. A maioria das crianças portadora desse transtorno tem desempenho escolar abaixo do esperado devido à realização incoerente de tarefas, desatenção e problemas de procedimentos em sala de aula, fazendo que constantemente percam mérito por participação e comportamento. Muitas crianças e adultos com TDAH e mais especificamente o DDA têm letra feia e consideram o ato de escrever difícil e estressante, preferem digitar, por não ser um movimento harmônico contínuo, e sim uma atividade motora de começa e pára. Também se queixam da dificuldade de tirar os pensamentos da cabeça e colocá-los no papel, “os dedos não sabem dizer o que o cérebro está pensando”... É preciso que os professores conheçam um pouco sobre o TDAH, para não criarem barreiras em relação ao aluno e tentarem dar uma maior atenção a quem possui o transtorno. Estudar em turmas pequenas, sentar próximo ao quadro e ao professsor, sala com poucos detalhes que possam dispersar a atenção, permissão especial para ter mais tempo de fazer as tarefas sem punições, são algumas dicas que podem ajudar muito essa criança. A criança com TDAH deve aprender aos poucos, e aplicar em seu dia-a-dia mais eficácia, ou seja, não apenas focar um processo ligado à tarefa, mas chegar a um resultado satisfatório, do que eficiência (aplicar muita energia, tempo, dedicação e empenho para a realização de uma determinada tarefa). Desta forma, o desgaste emocional será menor e os resultados, mais satisfatórios. Essa criança provavelmente realizará tarefas que proporcionam desafios e emoções, mesmo que seja exaustiva, em condições muito melhores do que tarefas que lhe exijam concentração e tempo. A prescrição de medicamentos psicotrópicos é o tratamento mais comum para o TDAH. Numerosos estudos têm demonstrado, de modo coerente, a rápida melhora do funcionamento comportamental, acadêmico e social da maioria das crianças tratadas com substâncias estimulantes. São chamados assim em virtude de sua capacidade comprovada de aumentar a excitação ou “alerta” do sistema nervoso central. Estas medicações melhoram extraordinariamente a capacidade motora da pessoa de colocar seus pensamentos no papel, aprimoram a atenção e a impulsividade, aumentam a motivação e a concentração, com a vantagem de não provocar dependência nos usuários. Esses medicamentos não curam o TDAH, mas ajudam a normalizar os neurotransmissores durante o seu uso. Dessa forma, diminui as consequências negativas emocionais, acadêmicas e sociais. Associado aos estimulantes, as psicoterapias exercem efeitos eficazes no tratamento do TDAH, principalmente nas crianças, pois a modificação comportamental é necessária para o bom desempenho escolar e minimiza os conflitos nos relacionamentos. Outras intervenções como terapia comportamental familiar, participação dos pais em grupos de apoio e treinamento aos professores são coadjuvantes ao tratamento para que a criança não se sinta discriminada perante os outros e para que todos aprendam a contornar melhor as adversidades advindas do transtorno. Denise Ferreira Ghigiarelli – CRP 06/107690 Especialização em Terapia Cognitivo Comportamental-HCFM-USP


___ REFERÊNCIAS AMEN, DANIEL G., Transforme seu Cérebro, Transforme sua Vida, São Paulo, Ed. Mercúrio Ltda., 2000. CAMPOS ARAÚJO, ALEXANDRA P. Q., Jornal de Pediatria, ISSN 0021-7557 V.78 supl.1, Porto Alegre, 2002. DUPAUL, GEORGE J. e STONER, GARY, TDAH nas Escolas Estratégias de Avaliação e Intervenção, São Paulo, M.Books do Brasil Editora Ltda., 2007. HALPERN, RICARDO, www.neurocienciasnaweb/palestras.asp, 2008. MATTOS, PAULO www.scielo.br/scielo.php, 2005. RAZERA, GRAÇA, Hiperatividade Eficaz, Rio de Janeiro, Ed. IIPC, 2001. ROHDE, LUIS AUGUSTO, Revista Brasileira de Psiquiatria, vol. 22 S.2 – ISSN 1516-4446, São Paulo, 2000. SILVA, ANA BEATRIZ B., Mentes Inquietas, São Paulo, Ed. Gente, 2003.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Jogo Salada de letras

Professor, nesse jogo os alunos deverão desembaralhar as letras, trocando-as de lugar. Eles deverão ler a dica que existe no alto na tela para formar a palavra correta. Veja o exemplo abaixo: DICA: Protege o pescoço do frio. RESPOSTA: Cachecol. pescoço Fonte: “Sítio: Jogos da Escola. Jogo: Salada de letras”. http://www.jogosdaescola.com.br/play/index.php/escrita/278-salada-de-letras

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

ESCALA CUISENAIRE

As barrinhas coloridas foram confeccionadas e criadas pelo professor belga Emile-Georges Cuisenaire ( 1891 – 1980 ). O material, também chamado de Escala Cuisenaire, é simples e ajuda a criança a construir conceitos básicos de Matemática. O material favorece a correspondência entre as estruturas mentais da criança e a relação que ela estabelece com as peças, através das atividades trabalhadas. Pode-se trabalhar sucessão numérica, comparação e inclusão, as quatro operações, o dobro e a metade de uma quantidade, frações. Cuisenaire só ficou conhecido fora do seu país, mais tarde, quando o educador egípcio Caleb Gattegno, radicado na Inglaterra e internacionalmente famoso por suas pesquisas em educação infantil, recebeu um convite para conhecer o homem que ensinava números com barras coloridas. Se encantou ao ver o material e passou a divulgar o trabalho de Cuisenaire, a quem chamava de Mister Rods, Senhor Barrinhas em português. O professor belga tornou-se conhecido em todo o mundo. Darei algumas sugestões de atividades para trabalhar com o material, que apresento aos professores em minhas Oficinas Pedagógicas. ATIVIDADE 1 Pedir às crianças que construam casinhas e trenzinhos e que discriminem os tamanhos e as cores, usando apenas as barras menores ou as maiores para fazer as montagens, ou aquelas que sejam da mesma cor. ATIVIDADE 2 O primeiro contato com as barrinhas deve parecer uma brincadeira. Nessa fase as crianças fazem apenas o reconhecimento físico das peças. Entregar para os grupos de crianças cartelas com figuras que têm o mesmo tamanho e a mesma cor das dez barrinhas. Pede-se às crianças que montem as figuras colocando as barrinhas coloridas sobre as tiras correspondentes. ATIVIDADE 3 Entregue uma barrinha diferente para cada criança. Em círculo as crianças irão mostrar a sua barrinha e comparar com as dos outros. O professor deverá fazer perguntas como: • Quem tem a barrinha maior? • Quem tem a barrinha menor? • Ana, a sua barrinha é maior ou menor que a de Maria? ATIVIDADE 4 Pedir às crianças que coloquem as barrinhas em ordem crescente.explorar a posição delas. • Por que a barrinha lilás está nesta posição? • Por que a barrinha laranja é a última? • Por que a barrinha branca é a primeira? ATIVIDADE 5 Pedir para o grupo pegar a barrinha laranja e perguntar. • Quantas barrinhas brancas cabem na barrinha laranja? • Quantas barrinhas vermelhas cabem na laranja? • Quantas barrinhas amarelas cabem na laranja? ATIVIDADE 6 A barrinha branca representa a unidade. Vamos ver quantas vezes a barrinha branca cabe em cada uma das barrinhas e completar a tabela. Cor Unidades Vermelha Verde-claro Lilás Amarela Verde-escura Preta Marrom Azul Lilás ATIVIDADE 7 • Pegue a barrinha vermelha. A barra vermelha está entre quais cores? • Qual é a cor, em ordem crescente de tamanho, da barra que vem imediatamente antes da barra azul? • Quais são as barras que têm seu comprimento maior que o da lilás e menor que o da laranja? • Qual é a barra imediatamente sucessora da barra marrom? • Qual é a barra imediatamente antecessora da barra preta? ATIVIDADE 8 Usem duas barras de cores diferentes para comporem as adições. 1 + 4 = 3 + 1 = 2 + 3 = 5 + 1 = 7 + 1 = 5 + 3 = 8 + 1 = ATIVIDADE 9 Vamos formar muros usando apenas duas barras. Monte com o material, depois reproduza o desenho e registre os valores. MURO DO 7 MURO DO 8 MURO DO 10 TRABALHANDO COM TABULAÇÃO DE DADOS E GRÁFICOS ATIVIDADE 10 Cada grupo irá entrevistar 10 colegas, fazendo a seguinte pergunta: qual sua atividade de lazer favorita? • praticar esportes • ver televisão • ler • ouvir música • jogar vídeo game • ir ao shopping Tabule os resultados e coloque a barra correspondente ( o valor) a cada opção escolhida e responda: • Qual foi a atividade mais escolhida? • Qual foi a diferença entre a primeira e a segunda atividade mais citada? • Quantos responderam ouvir música? • Quais atividades foram citadas o mesmo número de vezes? ATIVIDADE 11 Jogo “ Diminuindo a Barra ” Cada um do grupo recebe uma barra laranja. Cada um, na sua vez, joga o dado ( 1, 2, 3 ) o número que sair na face será a quantidade que o aluno tem de tirar de sua barra e terá de trocar a barra menor correspondente. O primeiro que conseguir ficar sem a sua barra, vence. Caso o aluno só tenha a barra, por exemplo, vermelha e no dado sair o número três ele não poderá se livrar da sua barra. Só se sair o número exato. ATIVIDADE 12 Descubra a subtração. Faça o registro dos números correspondentes e o resultado. • laranja – verde-claro = • marrom – lilás = • amarela – vermelha = • azul – branca = • verde-escura – verde-clara =